Registrar jornada de trabalho e, ao mesmo tempo, lembrar em qual projeto e arquivo você estava exige mais do que um cronômetro no navegador. O Aura — Work-flow intelligence é um produto publicado nesse cruzamento: extensão Chrome, extensão VS Code e uma camada local que une os dois ambientes.
Este texto explica o que o produto resolve e a arquitetura que sustenta o monorepo — em nível público, sem entrar em decisões estratégicas de negócio.
Demonstração do fluxo do produto (YouTube).
Baixar extensões — página oficial ↗
Chrome: jornada de trabalho e visão de projetos contextualizados quando o VS Code está conectado.
1. O que motivou
Muita gente alterna entre abas, repositórios e ferramentas ao longo do dia. Cronômetros genéricos medem tempo, mas não capturam o contexto técnico — workspace, arquivo ativo, linguagem. Sem isso, relatórios de jornada ficam pobres e a reflexão sobre produtividade vira adivinhação.
Queria algo que respeitasse privacidade (dados na máquina), funcionasse no fluxo real (browser + editor) e pudesse evoluir com telemetria útil — distribuição por projeto, linguagens, métricas de foco — sem depender de um backend centralizado para o básico funcionar.
2. Duas extensões, um fluxo
O monorepo reúne dois pacotes independentes que se complementam:
- Chrome (Manifest V3): controle de jornada, banco de horas, relatórios e painéis de telemetria na interface da extensão.
- VS Code: provedor de contexto — projeto, arquivo e linguagem do que está aberto no editor.
A extensão do editor expõe um endpoint HTTP local (porta preferencial 57432, com fallback em faixa reservada). O Chrome consome esse contexto para associar períodos de trabalho ao que estava em edição. Várias janelas do VS Code podem coexistir; contextos inativos expiram após um intervalo curto, evitando “fantasmas” na lista.
VS Code: extensão complementar publicada como provedor de contexto para o par Chrome.
Telemetria editorial na extensão: leitura de foco e trocas de contexto a partir de snapshots locais.
3. Arquitetura local distribuída
Em vez de um serviço remoto, o desenho trata cada runtime como um nó cooperativo na mesma máquina:
- Service worker e UI React no Chrome, com persistência via APIs de storage da plataforma.
- Servidor HTTP embarcado na extensão VS Code, alimentado por eventos do editor.
- Arquivo compartilhado no sistema temporário para sincronizar múltiplas janelas do editor antes de responder ao browser.
Essa topologia “distribuída local” simplifica privacidade e latência: nada precisa sair do dispositivo para correlacionar jornada e contexto. O trade-off consciente é operacional — portas locais, ciclo de vida das extensões e UX quando o VS Code não está conectado ficam visíveis para quem usa (como no aviso na popup).
Distribuição por projeto e linguagens — agregados a partir do contexto capturado localmente.
4. Stack e limites do relato
Tecnologias principais: TypeScript em ambos os lados; React + Vite + Tailwind na extensão Chrome; API de extensões VS Code e Node HTTP nativo no provedor; testes unitários em partes da telemetria; i18n PT/EN na UI.
Não entro aqui em modelos de monetização, roadmap fechado ou métricas de negócio — só o recorte de engenharia: juntar browser e editor com contratos simples, falhar de forma clara quando a ponte local não está ativa e iterar em cima de dados que o próprio usuário controla.
O Aura já está disponível na Chrome Web Store e no marketplace do VS Code — links na página oficial de download. Se você cruza jornada de trabalho com contexto de código, instale o par e observe onde a arquitetura local ajuda no dia a dia; feedback de uso continua orientando evoluções do produto.